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Desperdício, um hábito difícil de mudar

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que cada pessoa gaste de 100 a 120 litros de água por dia. Mas cada paulistano usa 180 litros por dia. Ainda não há consciência de que se trata de um bem escasso. O paulistano gasta 60 litros de água a mais por dia do que deveria, mesmo em meio à crise do abastecimento. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal é que cada habitante use de 100 a 120 litros de água diariamente. \"Mas aqui usamos 180 litros por dia. E essa taxa poderia ser reduzida sem nenhum prejuízo para o consumidor\", diz o secretário de Recursos Hídricos, Antônio Carlos Mendes Thame. Para ele, a população não economiza água porque não a vê como um bem escasso. \"Desde os primeiros anos da escola, aprendemos que temos as maiores reservas de água doce do mundo e, portanto, não precisamos economizar.\" O secretário afirma, no entanto, que a postura começa a mudar. \"Com a crise da energia, as pessoas estão também economizando água e olhando para ela com mais respeito.\" Com a ajuda da população, lembra Thame, será possível administrar a falta de água nas represas. \"Reduzindo a demanda, podemos diminuir a produção e manter os reservatórios com mais água.\" Francisco Buonafina, um dos diretores da Universidade da Água, uma ONG que existe desde 1998, também acredita que a participação da população é fundamental. \"O cidadão tem de tomar banhos mais curtos, evitar o desperdício, verificar todo tipo de vazamento. Com medidas simples, é possível ajudar muito.\" Outra sugestão de Buonafina é colocar pequenas cisternas nas casas para recolher água da chuva. \"As residências teriam duas caixas d\'água: uma com a água tratada e outra com a da chuva, que poderia ser usada para lavagens de carros e de calçadas.\" Fonte: Jornal da Tarde


Noticia de: 03-12-2008

 

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